Vídeo: preços de mercado!

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Já tinha postado um vídeo express de uma ida ao Pingo Doce, uma das redes de mercado daqui, lá na fanpage – vai lá :)

Mas como alguns me disseram que eu não mostrei nada muito diferente, resolvi fazer um com produtos daqui OU que tenham preços muito diferentes. A intenção sempre mostrar as diferenças, não só as coisas inéditas. rs

Acabei mostrando pouca coisa graças ao celular que travou, mas dá pra ter uma noção. Fora que tem meus irmãos resolveram fazer comigo. Ficou engraçadinho. Mais engraçadinho ainda ficou meu cabelo. kkk

Clique na imagem pra ver! :)

Video

Se quiser saber o preço em real, basta multiplicar os valores do vídeo por R$3,15 (cotação de hoje).

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Viver fora, saúde e frio

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Primeiramente, gostaria de saber o que seria novidade contar pra vocês. Falo isto porque sei que existem milhares de posts iguais, com dicas iguais e opiniões sobre os mesmos lugares. Isso não é ruim, afinal, cada blog/site tem um público e cada leitor mais afinidade com tal estilo. De qualquer forma, prefiro falar sobre as maiores dúvidas e curiosidades.
Se houver algo que eu possa contar, ou até correr atrás pra descobrir, é só pedir :)

Bom, resolvi fazer um post randômico e falar um pouco sobre algumas coisas daqui…

Viver em outro país

Quanto mais você viaja, mais percebe que os problemas são os mesmos, as manias são parecidas, a rotina também existe, tem gente do bem e do mal. Diferente do que pensam por aí, morar no velho mundo não é mais extraordinário do que no Brasil. Existem vantagens e desvantagens, como em todos os casos. Eu adoro a organização da cidade e como o transporte público funciona maravilhosamente bem aqui. Por outro lado, detesto o mau humor e frieza da maioria das pessoas. Nada se compara ao tratamento caloroso dos brasileiros. É fantástico viver as quatro estações bem definidas aqui, mas confesso ter saudade da instabilidade de Brasília, por exemplo. Lá você pode tirar e colocar o casaco a hora que o tempo mudar, aqui não. Se estiver de saco cheio do frio, paciência, aguente os meses do inverno calado. Sou fascinada pela arquitetura daqui, pelas construções antigas e como elas se misturam em meio a tanta modernidade. Da mesma forma que adoro aquele amontoado de prédios em São Paulo e os morros de Minas Gerais. Tudo depende do que você está disposto a viver.

Farmácias-consultórios

Outro dia, uma amiga brasileira que mora há anos aqui, me disse algo interessante: do que adianta ter aparelhos modernos se o sistema operacional é antigo? No Brasil, costumamos comparar o sistema de saúde e dizer que aqui na Europa tudo é melhor. A questão é que em termos de tecnologia, eles estão mesmo avançados, mas a logística é retrógrada em muitos casos. No Brasil, se você precisa de um dermatologista, liga em um consultório da especialidade e marca. Aqui não. Você vai ao hospital, passa pelo clínico geral (chamado doutor de família, pois atende todos) e ele vai te medicar. Se não resolver, você retorna e tenta nova análise, outra medicação, depende. Se no terceiro retorno não tiver resolvido, aí sim ele vai te indicar um médico com a especialidade necessária. Parece confuso? Pois é. Não posso afirmar por experiência própria, mas todas as famílias amigas daqui contam a mesma história. Fora que é tão caro como o serviço privado no Brasil. As consultas variam de €40 a €100, se não me engano.

Ui, enfim, tudo isso pra dizer que uma ótima opção é ser orientado nas farmácias. Isso mesmo, antes de passar por um hospital. Os farmacêuticos daqui são meio médicos (vou me informar melhor, mas parece que a formação acadêmica deles é mais completa e permite isso). Seja por uma alergia, febre alta ou fortes cólicas, passe em uma farmácia, receba um orientação express sem custo e pronto. Ou eles vão confirmar que o caso é grave e te encaminhar pro médico, ou ele vai ser capaz de te medicar corretamente. Foi uma recomendação dos locais e deu super certo.

*é claro que se o caso for obviamente grave, você deve correr para a emergência mais próxima.

Como aguentar o frio?

Não sei. haha E olha que Portugal é um dos menos frios da Europa. Tem alguns truques super usados, mas não tem jeito. Nariz, mãos e pés sempre revelam a temperatura. O mais recomendado é se proteger ao máximo,  mas não necessariamente com 40 casacos. O ideal é usar sempre uma básica (como eles chamam as malhas de manga e ‘aveludadas’ por dentro), suéter e um bom casaco acolchoado. Além disso, meia calça por baixo da calça em dias muito frios e luvas. Mas se tem um item indispensável é o cachecol/lenço. Compre um quentinho e não saia sem ele, protege mesmo. Passe protetor labial sempre também. Sei lá, não tem muitas dicas. Descubra seu jeito mais confortável de enfrentar o frio.

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Umas fotos pra colorir o post!

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Fotos: AnnaBeatrip – sem filtro, tiradas pelo celular Galaxy Grand Duos

Mudança: motivo, destino e até quando?

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Nem sei se vocês lêem isso até o final, mas eu adoro relatar o que me acontece…rs

Há algumas semanas tenho comentado na página do blog sobre uma mudança um tanto brusca que estamos fazendo. Os mais próximos já estavam cientes, mas várias pessoas queridas ficaram confusas e resolvi contar melhor essa história.

Engana-se quem pensa que estamos de perna pro ar, comprando o dia inteiro e visitando museus.

Tudo começa com minha mãe, que é uma acadêmica nata e que começou a buscar o doutorado assim que finalizou o mestrado. Ela cogitou a possibilidade de fazer o curso fora do Brasil, mas parecia uma situação muito distante, tendo em vista que nós (mãe, pai e irmãos) somos muito ligados e que essa mudança só poderia acontecer se todos topassem. O país escolhido foi Portugal, pela familiaridade com a língua e pela afinidade com o tema [Educação Especial]. Fomos com calma e testando as etapas: inscrição, envio da proposta, aprovação e, por fim, afastamento do trabalho em função dos estudos. Bom, acontece que deu TUDO certo, num timing perfeito. E agora, José? Era um sonho dela e custaria caro – financeiramente e emocionalmente falando, mas sonhos nascem pra serem realizados, certo? Na minha casa isso é lei. 

Em seguida, precisávamos organizar a vida e ver como essa logística seria, afinal, as aulas dela começariam em outubro e eu não poderia largar a faculdade no meio do semestre, nem meu pai abandonar o trabalho. Sobrou pro meu irmão a missão imediata de embarcar.. rs Ele já estava indo pro terceiro semestre de fisioterapia na Universidade de Brasília (UnB), mas o garoto conseguiu a única vaga pra estrangeiro nesse curso no renomado IPP. Mandou bem :)

Sendo assim, meu irmão veio 15 dias antes da minha mãe e foi acolhido por uma família de amigos [gratidão demais, Célio e Silvânia!]. Em seguida, mãe e minha irmãzinha também vieram e ficaram algumas poucas semanas por lá, até encontrarem um apê. Vou gravar um vídeo com minha mãe sobre toda essa parte burocrática de universidade e aluguel, acho que fica melhor de entender. Enfim, eles encontraram um apê bem localizado e mobiliado. Bingo!

Eu e meu pai temos compromissos um pouco menos flexíveis como a minha faculdade e o trabalho dele, então estamos ainda organizando nossas agendas. De forma que nos próximos meses ainda ficaremos na ponte aérea, mas sempre juntos. Eu vim primeiro e fico por dois meses, meu período de férias estudantis, mas continuo trabalhando minhas 8h/dia normalmente – das vantagens do mundo contemporâneo e das redes sociais… rs Papai vem em seguida, pro Natal. A previsão é que a gente fique por pelo menos três anos.

Enfim: sobre a minha viagem e primeiros dias.

Embarquei na última terça~feira (9) e fiz voo direto até Lisboa. Preferi pagar um pouco mais caro e evitar o ping pong em outros países. Sem nenhum problema durante as 10 horas no ar, consegui meu assento no corredor e minha vizinha era uma senhora francesa muito simpática. Fizemos o melhor pouso da vida, onde sequer sentimos a aeronave bater no solo. A senhora arregalou o olho e me disse “in Asia they would clap!” (na Ásia eles aplaudiriam!). A impressão é de que havíamos pousado em algodão, foi demais. Tive que esperar um pouquinho até o próximo embarque, sentei no chão pra carregar o celular e tomei um chá gelado que não me desceu bem [veja aqui como foi]. Por fim, peguei outro voo doméstico até Porto, destino final e cidade em que também moramos agora.

A passagem pela alfândega sempre dá um frio na barriga, pois nunca se sabe quando um oficial vai encrencar com você – como aconteceu com meu irmão em Madri. Mas deu tudo certo, foi rápido, tranquilo e sem muitas perguntas. Eu também estava munida de toda a documentação, como passaporte, passagens de ida e volta e comprovantes de residência no país – é sempreeee bom ter tudo à mão nessas horas ;)

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A família me recebeu no aeroporto e depois foi só alegria. Devo confessar que o frio me assustou e vou demorar pra acostumar. No dia seguinte, saímos atrás de roupas de frio pra mim e fomos até o centro do Porto, meu lugar favorito de todos os tempos por aqui – conheci a cidade em 2009 e gostei demais. São muitas lojas legais e preços mais legais ainda, por isso, tem que ter paciência e não pirar o cabeção. Vou reunir essas dicas em um outro post ;) Andamos de metrô, batemos perna e passamos por um grupo de músicos na rua, prática comum. O dia rendeu um videozinho que postei aqui.

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Bom, acho que já falei demais né? Torcendo pra que tenham paciência! :P
Deixo três imagens da vista da janela de casa, sempre acho que fica melhor quando temos esse contato visual com o lugar. A primeira mostra a extensão dos trilhos do metrô, que não é subterrâneo e passa embaixo da janela. A segunda é minha favorita: pôr do sol de todo dia. E a terceira foi tirada umas 21h, quando um “nevoeiro” – como eles chamam aqui – baixou na cidade. Frio resume! haha

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Isso é quase tudo, pessoal! Quero que essa minha temporada aqui também seja útil pra vocês. Sim, isso mesmo. Se houver alguma dúvida sobre esse processo de mudança, como estudar ou até onde comer e comprar, mandem pra mim. Quero mesmo poder responder!

Pertinho do Brasil, mas tão diferente

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Hoje a dica é da Carolina Valadares, amiga querida e jornalista. Ela esteve no Uruguai semanas atrás e me deixou com vontade de conhecer o país. Gentilmente se ofereceu pra contar a experiência e mandou muito bem :)

“Fui para o Uruguai sem nenhuma grande expectativa e confesso que essas viagens que a gente não espera nada são sempre as melhores. Me surpreendi pela sua gente amável e educada, pelos índices de alfabetização (98%) e segurança. E além de tudo, é pertinho do Brasil, 2h30 de São Paulo.

Foram quatro dias na cidade de Montevideu onde pude conhecer a Cidade Velha, bairro onde fiquei;  Pocitos, a beira do rio da Prata, o mercado do Porto; mas fiz também viagens curtas de um dia até a cidade histórica Colônia de Sacramento; a praia de Puntal del Leste e Punta Ballena, onde fica a casa do artista Carlos Paez Vilaró, chamada Casapueblo passeio imperdível.

punta

Vilaró foi um grande artista uruguaio que morreu esse ano. Amigo de Picasso e de Vinícius de Moraes, ele pintava, fazia esculturas, cerâmicas e até escrevia. Seus quadros são coloridos, alegres e povoam a Casapubelo. Mas interessante também é a construção do lugar que ele mesmo fez durante mais de 30 anos, de frente para o rio da Prata. A construção toda branca lembra as casas da Grécia e tem uma vista belíssima pra apreciar. Muita gente vai até a Casapueblo somente pra assistir o por do sol. Eu não vi, mas deve ser demais. Reserve ao menos um período do dia para ir lá e o outro pra ir a Punta. Assim poderá ver as pinturas com calma e apreciar a bela paisagem. Uma parte da casa foi vendida para um hotel, então se tiver vontade já pode se hospedar lá mesmo.

Outro passeio bacana é pegar um ônibus de Montevideu até Colônia de Sacramento. São 180 km numa estrada perfeita que parece um tapete. Uma parte da cidade é patrimônio mundial da Unesco, as casas são antigas em estilo colonial, pintadas de branco com janelas e portas coloridas, outras são de pedra e as ruas de paralelepípedo. Há vários museus, uma igreja e um farol. O lugar é um charme e também convidativo para curtir uma cerveja na rua ou uma boa comida em um de seus restaurantes.  Na praça principal dentro do bairro histórico tem uma lojinha de fotografias que é uma viagem no tempo, chama-se De la Plaza.  A loja pertence a um gaúcho que mudou-se pra Colônia e hoje vende fotos do Uruguai, há também objetos antigos curiosos.

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Quem gosta de tomar vinhos, vale uma espada de Montevideu até a vinícola Bouza. Nesse caso contratei um tour para degustação e valeu a pena! Eles nos pegaram no hotel em Montevideu e nos levaram até a bodega, que é pertinho da capital. Dentro do estabelecimento dá pra visitar os parreirais, uma coleção de carros antigos, o lugar onde é feito o vinho e onde é armazenado. Ao final da visita guiada, há uma degustação deliciosa no restaurante que fica numa construção charmosa de tijolinhos aparentes.

No Uruguai, um hábito que chama atenção é que as pessoas usam muito as praças e ruas para tomar chimarrão. Eles se sentam em grupos nos bancos ou na própria grama ou ainda naquelas cadeirinhas de praia.  Fui durante o mês de outubro que não é mês de férias, mas mesmo assim o clima era esse. Há muitas pessoas na rambla (calçadão) que percorre a cidade de Montevideu de frente para o rio da Prata e mais parece um mar. Há muita gente também jogando futebol nos gramados e tudo com muita tranquilidade. O senso de coletividade é presente e a vida parece tranquila.Vale a pena uma escapadela por lá.

Ah, e os preços são mais ou menos os mesmos daqui.”

Saiba mais:

http://www.uruguai.org/
http://carlospaezvilaro.com.uy/nuevo/en
http://www.bodegabouza.com/

Aqui estamos ❤

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Breve aviso.
 

Curiosamente, nos últimos dez dias, pelo menos três pessoas me perguntaram se o blog havia morrido. E a resposta é: o que é imortal, não morre no final!  ❤ haha

 
Não morreu. Acontece que não tenho tido mesmo tempo para escrever e contar andanças minhas e dos amigos. Tenho mantido contato e atualizado com frequência a página no facebook (chega mais!). Minha última viagem foi há duas semanas, para São Paulo. Fomos curtir os shows do Circuito Banco do Brasil e esticamos por quatro dias. Foi ótima, aproveitamos muito bem nosso tempo. Vem ver o vídeo express!
Pela primeira vez me dediquei a comer bem na companhia da minha trupe e anotei umas dicas boas. Vou fazer um post com foto e tudo mais, prometo! rs Além disso, embarco numa aventura daqui 20 dias e acho que terei muitas histórias pra contar…
 
Quando em São Paulo… 
Comida boa, prédios, muito banho de chuva, skate, vista do alto e paisagens bonitas
2014-11-14
Bom, falei que seria breve. Por hoje é só, pessoal! Curte aí a página do ABeatrip pra gente se esbarrar diariamente :)

Viagem ecológica: sim ou não?

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Há uns dois anos, em Curitiba, entrei numa feirinha da PUC e logo bati o olho no Guia Viagens Ecológicas, da PubliFolha.

Livros

É um dos meus favoritos no quesito guia, porque te fornece todas as informações de forma bem objetiva. Ele reúne uma seleção de cem hotéis, pousadas, tendas, cabanas e bangalôs ecológicos. É cada lugar mais lindo que fica difícil acreditar que eles existam. rs

Ele ainda revela o nível de impacto de cada uma das hospedagens, os programas ecológicos que elas oferecem, os tipos de acomodação,a  melhor época, como planejar a viagem e valores dos pacotes. É realmente muito bom! Mas não vim falar do livro especificamente, mas de uma reflexão/afirmativa que há em um de seus textos (págs. 70-1 e reproduzido aqui embaixo na íntegra).

VIAJAR OU NÃO VIAJAR?

Muitos turistas se perguntam, ao chegar à América Central ou do Sul, se deveriam ter pegado o avião. Um voo de ida e volta de Londres para a Costa Rica, por exemplo, gera 2,5 toneladas de CO² por passageiro; o voo de Sydney atinge imensas 4,32 toneladas. Mesmo um voo de Nova York gera 0,78 toneladas. Para se ter a dimensão do problema, cientistas afirmam que devemos reduzir nossa pegada de carbono para 3 ou 4 toneladas ao ano (incluindo as atividades da vida doméstica e outras emissões pessoais) para evitar uma mudança climática perigosa. Se considerarmos esse fato, descobriremos com facilidade que as viagens ecológicas não são tão ecológicas assim. Por outro lado, o fim do turismo seria um desastre para o meio ambiente nas Américas do Sul e Central e, ironicamente, para as emissões globais de carbono.

A Costa Rica tem reputação por sua biodiversidade: aqui se concentram 5% das espécies de todo o mundo – em 0,1% de sua massa terrestre. A menos de uma geração, reinavam a caça e o desmatamento. Mas o turismo científico resultou na criação dos primeiros parques nacionais, e depois o ecoturismo fez com que mais de um quarto do país fosse transformado em reservas. Hoje a Costa Rica é a única nação do mundo em que o reflorestamento supera o desmatamento.

O modelo costa-riquenho está se espalhando pelo mundo. A pressão de cientistas e ecoturistas levou à criação de várias reservas estatais e privadas nos continentes, como os parques nacionais del Manú, no Peru, e Noel Kempff Mercado, na Bolívia, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no Brasil, e a Reserva Florestal de Iwokrama, na Guiana. E ainda gerou uma fonte de renda para populações locais que, do contrário, cortariam árvores para criar sítios de desmatamento e caçariam animais. Até na Costa Rica quase todos os guias são ex-caçadores que se tornaram guardas florestais.

Numa visita às Américas do Sul e Central, além da escolha de empreendimentos ecológicos, há outras medidas que podem otimizar o benefício à população local, à floresta e, por consequência, ao planeta. Prefira projetos que não sobreviveriam sem o turismo e preservam áreas em que o desmatamento representaria um grande risco – caso de Cristalino, no Brasil (ver págs. 84-5), ou Sarapiquí, na Costa Rica (ver págs. 76-7). recorrer a guias locais, comer em restaurantes locais (não em cadeias internacionais) e comprar produtos fabricados na região são atitudes que impulsionam a economia do país visitado e mostram à sua população que o turismo sustentável é uma alternativa econômica concreta à caça e ao desmatamento. A vida selvagem mal é percebida pela maioria da população de países das Américas do Sul e Central, quanto mais valorizada. Demonstrar interesse genuíno pela natureza e vida animal, e sentir prazer pelo contato com a cultura e língua locais, pode modificar valores. A Costa Rica é um exemplo.

Picniver do bem

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só leia se puder acompanhar a leitura com essa versão da música que muito diz sobre meu ‘estilo de vida’ ;)
young folks, de peter, bjorn & john – cantada e tocada por uma amiga lindinha aí que prefere ficar no anonimato rsrs

Há uns dez dias atrás reuni alguns amigos e família numa comemoração diferente.

Resolvi fazer meu aniversário e da minha irmãzinha no Parque da Cidade, em Brasília, com um picniver. É, picnic com balão e vela para o ‘parabéns’. rs

Ficou tão bonitinho e foi tão bom receber os amigos assim que me senti na obrigação de dividir esse momento aqui. Vai que você curte e resolve fazer também? :)

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Por que um piquenique e não uma noite na pizzaria/creperia/etc?

Eu já vinha pensando na ideia de fazer uma festinha como nos velhos tempos, sabe? Quando a família convida os mais chegados e oferece os comes e bebes, senta e conversa, tem um tempo de qualidade.. Comentei com alguns sobre essa possibilidade e todo mundo aprovou. Nada contra os encontros em restaurantes e barzinhos, mas eu quis fazer algo diferente desta vez. Além disso, queria que Anna Clara, minha little sis, tivesse uma festinha ao ar livre.

Como foi e o que teve?

Foi simples, mas de coração. rs A gente decidiu fazer todas as comidinhas em casa mesmo. Teve pipoca de panela do papai, espetinho de fruta, melancia, bolo de laranja da mamãe, torta de maçã do Yuri e sanduíche natural. Para beber só tinha suco, já que eu não bebo refrigerante e a festa era minha. rsss

Esse lado do parque (estacionamento 4 ou 5) é bem lindo, então não foi preciso decorar demais. Contei com a ajuda de umas amigas fofas para espalharem umas florzinhas e arrumarem as cangas com os caixotes de madeira.

Para a Anna Clara, um espaço kids improvisado com bolha de sabão, papel, lápis de cor, corda para pular, brinquedos e balão. Thayana, obrigada por se dedicar às pequenas!

Para mim, festa sem música não é festa. Como lá não tem energia, Deborah tratou de providenciar uma caixinha minúscula à bateria que deu conta das cinco horas de picniver. rs

De presente, pedimos uma coisa diferente: agasalhos. Já que nesta época o frio pega a gente de jeito, nada mais justo do que tentar prolongar a vida alheia quando você comemora a sua. Achei que não ia dar muito certo, mas vários amigos lembraram e agora temos casacos e cobertores para doar. Espero fazer isto neste final de semana e contar aqui como foi :)

As fotos foram feitas pela amiga linda e talentosa Deborah Santos também, que merece mil obrigadas por tanto ter me ajudado nesta arrumação toda! Na verdade, muitíssimo obrigada a todos que correram atrás/emprestaram alguma coisa ou simplesmente marcaram presença. Eu adorei!

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Gratidão a Deus e a todos que me cercam ♥