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Viver fora, saúde e frio

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Primeiramente, gostaria de saber o que seria novidade contar pra vocês. Falo isto porque sei que existem milhares de posts iguais, com dicas iguais e opiniões sobre os mesmos lugares. Isso não é ruim, afinal, cada blog/site tem um público e cada leitor mais afinidade com tal estilo. De qualquer forma, prefiro falar sobre as maiores dúvidas e curiosidades.
Se houver algo que eu possa contar, ou até correr atrás pra descobrir, é só pedir :)

Bom, resolvi fazer um post randômico e falar um pouco sobre algumas coisas daqui…

Viver em outro país

Quanto mais você viaja, mais percebe que os problemas são os mesmos, as manias são parecidas, a rotina também existe, tem gente do bem e do mal. Diferente do que pensam por aí, morar no velho mundo não é mais extraordinário do que no Brasil. Existem vantagens e desvantagens, como em todos os casos. Eu adoro a organização da cidade e como o transporte público funciona maravilhosamente bem aqui. Por outro lado, detesto o mau humor e frieza da maioria das pessoas. Nada se compara ao tratamento caloroso dos brasileiros. É fantástico viver as quatro estações bem definidas aqui, mas confesso ter saudade da instabilidade de Brasília, por exemplo. Lá você pode tirar e colocar o casaco a hora que o tempo mudar, aqui não. Se estiver de saco cheio do frio, paciência, aguente os meses do inverno calado. Sou fascinada pela arquitetura daqui, pelas construções antigas e como elas se misturam em meio a tanta modernidade. Da mesma forma que adoro aquele amontoado de prédios em São Paulo e os morros de Minas Gerais. Tudo depende do que você está disposto a viver.

Farmácias-consultórios

Outro dia, uma amiga brasileira que mora há anos aqui, me disse algo interessante: do que adianta ter aparelhos modernos se o sistema operacional é antigo? No Brasil, costumamos comparar o sistema de saúde e dizer que aqui na Europa tudo é melhor. A questão é que em termos de tecnologia, eles estão mesmo avançados, mas a logística é retrógrada em muitos casos. No Brasil, se você precisa de um dermatologista, liga em um consultório da especialidade e marca. Aqui não. Você vai ao hospital, passa pelo clínico geral (chamado doutor de família, pois atende todos) e ele vai te medicar. Se não resolver, você retorna e tenta nova análise, outra medicação, depende. Se no terceiro retorno não tiver resolvido, aí sim ele vai te indicar um médico com a especialidade necessária. Parece confuso? Pois é. Não posso afirmar por experiência própria, mas todas as famílias amigas daqui contam a mesma história. Fora que é tão caro como o serviço privado no Brasil. As consultas variam de €40 a €100, se não me engano.

Ui, enfim, tudo isso pra dizer que uma ótima opção é ser orientado nas farmácias. Isso mesmo, antes de passar por um hospital. Os farmacêuticos daqui são meio médicos (vou me informar melhor, mas parece que a formação acadêmica deles é mais completa e permite isso). Seja por uma alergia, febre alta ou fortes cólicas, passe em uma farmácia, receba um orientação express sem custo e pronto. Ou eles vão confirmar que o caso é grave e te encaminhar pro médico, ou ele vai ser capaz de te medicar corretamente. Foi uma recomendação dos locais e deu super certo.

*é claro que se o caso for obviamente grave, você deve correr para a emergência mais próxima.

Como aguentar o frio?

Não sei. haha E olha que Portugal é um dos menos frios da Europa. Tem alguns truques super usados, mas não tem jeito. Nariz, mãos e pés sempre revelam a temperatura. O mais recomendado é se proteger ao máximo,  mas não necessariamente com 40 casacos. O ideal é usar sempre uma básica (como eles chamam as malhas de manga e ‘aveludadas’ por dentro), suéter e um bom casaco acolchoado. Além disso, meia calça por baixo da calça em dias muito frios e luvas. Mas se tem um item indispensável é o cachecol/lenço. Compre um quentinho e não saia sem ele, protege mesmo. Passe protetor labial sempre também. Sei lá, não tem muitas dicas. Descubra seu jeito mais confortável de enfrentar o frio.

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Umas fotos pra colorir o post!

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Fotos: AnnaBeatrip – sem filtro, tiradas pelo celular Galaxy Grand Duos

Mudança: motivo, destino e até quando?

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Nem sei se vocês lêem isso até o final, mas eu adoro relatar o que me acontece…rs

Há algumas semanas tenho comentado na página do blog sobre uma mudança um tanto brusca que estamos fazendo. Os mais próximos já estavam cientes, mas várias pessoas queridas ficaram confusas e resolvi contar melhor essa história.

Engana-se quem pensa que estamos de perna pro ar, comprando o dia inteiro e visitando museus.

Tudo começa com minha mãe, que é uma acadêmica nata e que começou a buscar o doutorado assim que finalizou o mestrado. Ela cogitou a possibilidade de fazer o curso fora do Brasil, mas parecia uma situação muito distante, tendo em vista que nós (mãe, pai e irmãos) somos muito ligados e que essa mudança só poderia acontecer se todos topassem. O país escolhido foi Portugal, pela familiaridade com a língua e pela afinidade com o tema [Educação Especial]. Fomos com calma e testando as etapas: inscrição, envio da proposta, aprovação e, por fim, afastamento do trabalho em função dos estudos. Bom, acontece que deu TUDO certo, num timing perfeito. E agora, José? Era um sonho dela e custaria caro – financeiramente e emocionalmente falando, mas sonhos nascem pra serem realizados, certo? Na minha casa isso é lei. 

Em seguida, precisávamos organizar a vida e ver como essa logística seria, afinal, as aulas dela começariam em outubro e eu não poderia largar a faculdade no meio do semestre, nem meu pai abandonar o trabalho. Sobrou pro meu irmão a missão imediata de embarcar.. rs Ele já estava indo pro terceiro semestre de fisioterapia na Universidade de Brasília (UnB), mas o garoto conseguiu a única vaga pra estrangeiro nesse curso no renomado IPP. Mandou bem :)

Sendo assim, meu irmão veio 15 dias antes da minha mãe e foi acolhido por uma família de amigos [gratidão demais, Célio e Silvânia!]. Em seguida, mãe e minha irmãzinha também vieram e ficaram algumas poucas semanas por lá, até encontrarem um apê. Vou gravar um vídeo com minha mãe sobre toda essa parte burocrática de universidade e aluguel, acho que fica melhor de entender. Enfim, eles encontraram um apê bem localizado e mobiliado. Bingo!

Eu e meu pai temos compromissos um pouco menos flexíveis como a minha faculdade e o trabalho dele, então estamos ainda organizando nossas agendas. De forma que nos próximos meses ainda ficaremos na ponte aérea, mas sempre juntos. Eu vim primeiro e fico por dois meses, meu período de férias estudantis, mas continuo trabalhando minhas 8h/dia normalmente – das vantagens do mundo contemporâneo e das redes sociais… rs Papai vem em seguida, pro Natal. A previsão é que a gente fique por pelo menos três anos.

Enfim: sobre a minha viagem e primeiros dias.

Embarquei na última terça~feira (9) e fiz voo direto até Lisboa. Preferi pagar um pouco mais caro e evitar o ping pong em outros países. Sem nenhum problema durante as 10 horas no ar, consegui meu assento no corredor e minha vizinha era uma senhora francesa muito simpática. Fizemos o melhor pouso da vida, onde sequer sentimos a aeronave bater no solo. A senhora arregalou o olho e me disse “in Asia they would clap!” (na Ásia eles aplaudiriam!). A impressão é de que havíamos pousado em algodão, foi demais. Tive que esperar um pouquinho até o próximo embarque, sentei no chão pra carregar o celular e tomei um chá gelado que não me desceu bem [veja aqui como foi]. Por fim, peguei outro voo doméstico até Porto, destino final e cidade em que também moramos agora.

A passagem pela alfândega sempre dá um frio na barriga, pois nunca se sabe quando um oficial vai encrencar com você – como aconteceu com meu irmão em Madri. Mas deu tudo certo, foi rápido, tranquilo e sem muitas perguntas. Eu também estava munida de toda a documentação, como passaporte, passagens de ida e volta e comprovantes de residência no país – é sempreeee bom ter tudo à mão nessas horas ;)

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A família me recebeu no aeroporto e depois foi só alegria. Devo confessar que o frio me assustou e vou demorar pra acostumar. No dia seguinte, saímos atrás de roupas de frio pra mim e fomos até o centro do Porto, meu lugar favorito de todos os tempos por aqui – conheci a cidade em 2009 e gostei demais. São muitas lojas legais e preços mais legais ainda, por isso, tem que ter paciência e não pirar o cabeção. Vou reunir essas dicas em um outro post ;) Andamos de metrô, batemos perna e passamos por um grupo de músicos na rua, prática comum. O dia rendeu um videozinho que postei aqui.

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Bom, acho que já falei demais né? Torcendo pra que tenham paciência! :P
Deixo três imagens da vista da janela de casa, sempre acho que fica melhor quando temos esse contato visual com o lugar. A primeira mostra a extensão dos trilhos do metrô, que não é subterrâneo e passa embaixo da janela. A segunda é minha favorita: pôr do sol de todo dia. E a terceira foi tirada umas 21h, quando um “nevoeiro” – como eles chamam aqui – baixou na cidade. Frio resume! haha

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Isso é quase tudo, pessoal! Quero que essa minha temporada aqui também seja útil pra vocês. Sim, isso mesmo. Se houver alguma dúvida sobre esse processo de mudança, como estudar ou até onde comer e comprar, mandem pra mim. Quero mesmo poder responder!

Portugal não tão distante…

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Em 2009 fiz minha primeira viagem internacional, mas nunca falei sobre ela aqui. Acontece que fui como uma simples turista, não como blogueira curiosa, que anota até o nome da comida. rs Então, não tenho muitas dicas das cidades que conheci. Vou ser obrigada a voltar. kkk

A história é a seguinte: eu tinha planos de estudar por um mês em San Francisco, paguei inscrição no curso da EF, tirei o visto, etc e tal. No entanto, minha mãe ficou insegura com a viagem e me comprou com Portugal. Ela tinha compromissos acadêmicos no país e passaria 10 dias por lá, então fez esta oferta indecente. No fundo, nós sabemos que o que minha mãe quis dizer foi: ‘Filha, ou você vai pra Portugal com a mamãe ou você fica no Brasil mesmo, porque dessa vez você não vai pros States’. hahaha

Brincadeiras a parte, foi a melhor decisão ter ido com a mamis e ter deixado pra conhecer os Estados Unidos depois. Foram só 10 dias, não deu pra aproveitar mais da União Europeia, mas foi incrível! Conhecemos Lisboa e Porto, além de uns vilarejos no meio do caminho.  Amei, fiquei apaixonada por Portugal e me identifiquei bastante com o ritmo das cidades, especialmente de Porto.

running on natural gas

Praça 3

Essas fotos foram tiradas na Praça da Liberdade, em Porto, e sem dúvida foi um dos lugares que mais gostei de passear. Voltei 3 ou 4 vezes por lá… As avenidas que se escondem ao redor da praça são cheias de tesouros. Pubs, shopping, restaurantes e todos os tipos de comércio são encontrados por elas. Super agradável passar o tempo caminhando por lá.

Por sorte, nos deparamos com a exposição O Homem T. É um projeto de arte pública criado pelo Espaço T, onde foram convidados 100 artistas e a cada um foi entregue um “homem” de fibra de vidro para ser customizado. Eu amei o resultado e gastamos horas verificando as obras. De quebra, encontrei um par pra minha camiseta de asas, minha foto preferida! rs

Passeio def.

Mesa no quarto
mesinha de apoio: mamãe x eu

Passeio def 3
Passeio def 2

Torre dos Clérigos
essa foto tem história! conto num post em breve! rs

Pena não poder dar mais dicas sobre esse destino, mas pelo menos meu registro está aí. Porto ganhou meu coração, mas Lisboa também é aquela coisa que todo mundo já está cansado de ver por aí: linda, moderna e histórica ao mesmo tempo.

Espero poder voltar em breve…