Dépaysement

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                      Aportuguesando para despaisamento , essa é uma expressão curiosa e diria que o significado é um tanto amplo. O tal do dépaysement, do francês, é bem daquelas palavras que não tem um equivalente para outros idiomas (como a nossa “saudade”), mas a gente traduz com o coração. Tem seus lados e um deles pode ser algo como uma desorientação. Sabe quando a gente tá num lugar, mas parece que não pertence? Pois é, é mais ou menos por aí rs Tem muito do anseio pelo desconhecido, desejo do novo, olhar e sentimento estrangeiro. Por esse caminho talvez haja um tamanho desconforto por não reconhecer origens ou até mesmo não criar raízes…

                     Mas não só! Temos o outro lado da moeda: despaisar-se é, além disso tudo, conhecer-se.  É abrir-se em coração, mente, alma e corpo para viver o intenso, aqui ou lá. E quando a gente faz essas coisas dá pra aprender um bocado sobre quebra de alguns conceitos e sobre aquilo também que fazemos bastante: julgar sem conhecer. É abraçar novas culturas, permitir novos olhares (por dentro e por fora), novos sabores, aromas, horizontes e caminhos; apaixonar-se pelas pequenas coisas e lidar com a saudade. Entender que a vida é desse jeito, em brevidades e de elementos materiais tão efêmeros, e daí a sede de viver cada instante(zinho). Afinal, a gente pode até ter uma casa, mas por que não conhecer esse quintalzão chamado RESTO DO MUNDO? Tá tudo aí pra ser aproveitado da melhor forma possível.

Imagem: Glossário

            “Para viajar basta existir” (Pessoa, Fernando) e pra sair do lugar, o primeiro passo. Desejem, queiram,  tenham vontade e assim as coisas não precisam ser empurradas, mas caminham de mãos dadas com a gente. Cá pra mim, despaisar-me é tirar fruta do pé, sol iluminando a cara de manhã cedinho, andar sem conhecer, se perder no meio do caminho, rir com o tênis furado, guarda-chuva virado, mochila rasgada, voo perdido, aguçar o ouvido para palavras desconhecidas, chegar ao topo da montanha; é a simplicidade colocando sempre amor no meio dessas coisas todas. Deixar-se somar e compartilhar com cada lugar.

E é isso, gente. Deliciem-se com cada nova experiência, e não menos importante: se disponham a tal.

Movimente-se.

Beijo grande e muito amor,

Sarah.

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