=) Praticando o desapego =(

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Lembro como se fosse ontem da primeira viagem sozinha, aos 15 anos, sem meus pais, sem um amigo sequer! Acontece que a banda que eu mais gostava ia fazer um show em São Paulo e não encontrei ninguém que topasse ir comigo. Foi então que descobri uma caravana saindo de Goiânia e não deu outra: lá fui eu naquele ônibus cheio de desconhecidos. Eu só sabia os nomes dos responsáveis pela caravana, ou seja, dois dos trinta passageiros. hehe Minha maior surpresa foi ter conhecido pessoas tão legais e  ter vivido momentos tão bons em tão pouco tempo, afinal, a viagem (ida+show+volta) não durou 72h. Depois disso nunca mais parei de perambular..rss

O pior (ou o melhor) é que desde essa data vivo com o coração na mão e tentando descobrir uma forma de sentir menos saudade de tudo e de todos. Não é fácil, viu? Em todas as minhas viagens deixo um pedacinho de mim.
ps: Curitiba é meu trauma ‘bom’ mais recente..hehe

 E é assim com a maioria, não? Viagem de férias ou até aquela inesperada, de última hora, é um perigo! Quase todo mundo acaba se apaixonando... Seja por um alguem ou por todos os alguéns, seja pela cidade, pelo hotel, pelo clima ou até pelo café da manhã (diz aí Naty! rss). É inevitável não se prender ao desconhecido, não depositar boas expectativas e achar que aquele lugar e aquelas pessoas são as melhores do mundo! Carrego no meu coração cada lembrança boa com muito amor e em alguns casos (muitos!) mantenho fortes laços e acabo reencontrando essas pessoas queridas por aí…

Viajar, se desafiar a viver novas experiências, implica em saber lidar com as emoções também.
Eu tenho aprendido a ser tolerante, mais compreensiva, a ceder e a não ser enganada pelas aparências. Estar aberto a novas possibilidades e disposto a quebrar alguns tabus é essencial pra quem decide levar a vida assim. Nada tem a ver com quebra de princípios e valores, mas com o simples fato de dar oportunidade ao ser humano.

Praticar o desapego é entender que a vida passa. É duro pensar assim, mas é desse jeito. A vida passa, os momentos e pessoas passam. É preciso entender esse ciclo e aproveitar. Chorar faz bem (eu seeempre choro), mas o choro não deve durar uma eternidade, nem te trazer o constante sentimento de querer voltar no tempo, mas de prosseguir e poder viver de novo.
Praticar o desapego não é ‘praticar a frieza’, mas aprender a tirar o melhor de cada situação e de cada pessoa, pra que no futuro você se lembre com um sentimento bom. 

Vocês também entendem dessa forma? Passam por isso? Impossível não crescer e aprender não é?

Beijo muito especial pra todos aqueles que conheci fora da minha zona de conforto.
Vocês tem feito minha vida valer mais a pena!

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  1. “A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
    Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando”! Mário Quintana

    ;)

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